Por da Redação com Popular Online
Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Duas Faces, em Figueirópolis d’Oeste, a cerca de 387 quilômetros de Cuiabá, para investigar e combater um suposto esquema de promoção de migração irregular de brasileiros para os Estados Unidos. A ação incluiu o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão e o bloqueio judicial de bens e valores dos investigados, limitado a R$ 1 milhão. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal em Cáceres e cumpridas em diferentes pontos de Figueirópolis d’Oeste. Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, a operação busca reunir provas e aprofundar as investigações sobre a atuação dos suspeitos.
De acordo com a Polícia Federal, as apurações indicam que os investigados ofereceriam auxílio aos brasileiros interessados em migrar irregularmente para os Estados Unidos. O suposto esquema envolveria desde a obtenção de passaportes até o ingresso em território norte-americano pela fronteira com o México. Como forma de pagamento pelos serviços, os migrantes realizariam transferências bancárias ou concederiam procurações relacionadas a bens móveis e imóveis localizados no Brasil, conforme as informações divulgadas sobre a investigação. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam materiais que deverão ser analisados para esclarecer o funcionamento do esquema, identificar possíveis envolvidos e reunir elementos para a continuidade da apuração.
Entre os locais onde os policiais federais realizaram diligências estão as dependências da Câmara Municipal de Figueirópolis d’Oeste, incluindo um espaço utilizado pela vereadora Vera do Soldado (Republicanos), além de um escritório de sociedade ligado ao vereador Rugle de Amurim (PSDB). A presença dos agentes no Legislativo municipal havia sido noticiada anteriormente, quando ainda não estavam esclarecidos os motivos da ação. Com a divulgação da Operação Duas Faces, a Polícia Federal apresentou informações sobre o foco da investigação. A realização de diligências nesses locais, entretanto, não significa, por si só, que os parlamentares tenham cometido crimes. A responsabilidade individual de eventuais envolvidos deverá ser estabelecida a partir das provas e do andamento da investigação.
Conforme a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal e associação criminosa, caso as condutas sejam comprovadas no decorrer da investigação. O bloqueio patrimonial, limitado a R$ 1 milhão, tem como objetivo atingir bens e valores vinculados aos investigados, conforme a determinação judicial. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso e a possível participação de outras pessoas no esquema.
